segunda-feira, 5 de novembro de 2012

ES – Lição 6 - Vitória sobre as forças do mal – 4º Trim, 2012





NOVO TEMPO - Lições da Bíblia










Lição 6 de 3 a 10 de novembro

Vitória sobre as forças do mal




Sábado à tarde
Ano Bíblico: Jo 14, 15

VERSO PARA MEMORIZAR: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou” (Rm 8:37).


Pensamento-chave: Em Cristo, temos a vitória sobre todas as forças que nos oprimem.

Em algumas partes do mundo, a religião é basicamente uma fonte de poder, que pode ser visto como nada mais além de uma forma de ajudar alguém a enfrentar os desafios da vida diária. A noção cristã de salvação do pecado, por exemplo, é estranha para muitas religiões tradicionais. Nesses lugares, o cristianismo corre o risco de ser visto principalmente como um meio de ajudar a resolver os problemas da vida cotidiana.

Embora haja, naturalmente, muitas vantagens práticas em um estilo de vida cristão, devemos sempre lembrar que o cristianismo tem uma perspectiva “espiritual”. O cristianismo percebe outra dimensão da realidade, além do mundo material. Ambos os domínios são importantes, e são habitados por forças opostas. Devemos ser muito gratos pelas promessas de vitória para nós em ambos os reinos.

Lembremos que a narrativa abrangente do grande conflito entre Cristo e Satanás precisa ser o pano de fundo para nossa compreensão do mundo e do nosso lugar nele. Em meio a esse conflito, o cristianismo não abandona seus adeptos à mercê das forças contrárias. Pelo contrário, em Cristo, temos a promessa da vitória sobre essas forças.

Domingo
Ano Bíblico: Jo 16–18

Um cenário para nossa vitória

O cristão não teria esperança de vitória sobre as forças do mal, a menos que fosse preparado um cenário para isso. No estudo da semana passada ficou claro que Cristo, por Sua morte na cruz e ressurreição, venceu todos os tipos de “poderes” malignos e impiedosos. Num sentido muito real, a exposição e o despojamento desses poderes colocaram um limite para eles. O fato de que os “poderes” foram subjugados prepara o cenário para a vitória do cristão.

1. Estude Efésios 1:18-22. Paulo ora pela iluminação dos olhos dos cristãos de Éfeso. De acordo com Paulo, o que Cristo realizou por nós? Como podemos entender essas palavras no contexto do grande conflito? O que nos é prometido ali? Como trazer para a realidade essas promessas?

Paulo orou para que uma nova e profunda iluminação acompanhasse o cristão. Quando isso acontece, sua vida é preenchida com a esperança cristã. O cristão conhecerá seus privilégios como herdeiro de Deus, e experimentará o poder de Deus, tão grande quanto o poder que ressuscitou Jesus.

2. Quais promessas podemos suplicar em nossas lutas contra forças superiores a nós? Ef 1:20-22

Como consequência da crucificação e ressurreição de Cristo, todas as coisas, incluindo os principados e potestades, funcionam em sujeição a Ele. O palco está verdadeiramente preparado para nossas vitórias individuais sobre tudo que nos oprime espiritualmente.

Leia os versos para hoje. O que você pode tirar deles para sua vida, sejam quais forem as lutas que enfrenta? Pense no que é dito ali e o que nos é prometido em Cristo. Como isso pode deixar de ser mera teologia e se tornar realidade para nós?

Segunda
Ano Bíblico: Jo 19–21

Esperança de vitória

Não é apenas o cenário que está pronto para a vitória do cristão sobre as forças do mal: a Bíblia explicitamente nos dá a esperança de vitória sobre elas.

3. Que razões Paulo apresenta para que o cristão olhe confiantemente o futuro? Que promessas e palavras de encorajamento ele menciona? Como podemos levá-las além da teologia, além de algo que parece bom, e viver de acordo com esses ensinamentos da Palavra de Deus? Rm 8:26-39

Romanos 8:29, 30 tem sido um campo de batalha para as discussões sobre predestinação. Mas a passagem realmente ocorre no contexto de uma grande promessa. Paulo dá pelo menos duas razões sólidas para que o cristão confie no Senhor. Em primeiro lugar, o Espírito nos ajuda em nossas aflições e “gemidos”. Em segundo lugar, de acordo com o propósito eterno de Deus, todas as coisas, incluindo as aflições, contribuem para o bem-estar final do cristão (não importando a dificuldade humana para perceber isso no momento). Confiar no Senhor nas dificuldades é, de fato, um componente essencial do que significa viver pela fé e não pela vista.

Os versos 29, 30 são a forma pela qual Paulo justifica a confiança expressa no verso 28. Nesses versos, ele mostra como é desenvolvido o propósito de Deus para aqueles que O amam, um propósito que inclui todos os processos da salvação.

4. Qual é o clímax do argumento de Paulo para impulsionar a confiança do cristão? Rm 8:31-34 (Considere especialmente overso 31. No contexto do grande conflito, que lição podemos tirar desse verso para nossa experiência?)

Romanos 8:35-39 apresenta uma série de entidades sobre as quais o cristão pode ser vitorioso. Observe que os “principados e potestades” estão incluídos na lista. A total abrangência da lista de Paulo indica que não há nada no Universo que o cristão não possa vencer graças a Jesus.

Terça
Ano Bíblico: At 1–3

Cristãos versus Satanás

5. Que promessa é dada a quem resiste ao diabo? Como podemos resistir a uma força muito mais poderosa do que nós?Tg 4:7; Dt 4:4

O cristão não é uma vítima indefesa, à mercê do diabo (você percebe aqui, também, por que é tão importante compreender a realidade literal de Satanás e dos anjos caídos?). Mas o cristão não é chamado tanto a se levantar em oposição ao diabo quanto a tomar uma posição contra ele. A palavra traduzida como “resisti” é o termo grego anthistemi, que significa “tomar uma posição contra algo”. A atitude que o cristão toma faz com que o diabo fuja. Essa atitude tem que ser de entrega total a Jesus, o único que tem o poder de fazer com que o diabo fuja de nós.

6. Que promessa é dada ao cristão diante de um inimigo descrito como um “leão que ruge procurando alguém para devorar”? Como podemos entender o texto de Tiago? 1Pe 5:6-10; Ef 4:27; 6:11

Pedro escreveu essas palavras para admoestar cristãos que estavam sofrendo perseguição. Obviamente, ele sabia que por trás da perseguição que seus leitores estavam sofrendo estava o inimigo, Satanás. O apóstolo os admoestou a resistir ao diabo. Ali Pedro usa a palavra anthistemi, assim como Tiago, mas acrescenta o modificador stereoi (forte ou firmemente). Assim, ele sugere que o diabo pode fugir daqueles que apresentam uma atitude firme, semelhante a uma rocha, contra seus ataques. Uma atitude covarde não será suficiente. De acordo com Pedro, mesmo que sejamos firmes, o sofrimento ainda pode durar algum tempo. Mas o próprio Deus irá aperfeiçoar (restaurar), firmar, fortificar e fundamentar o cristão (1Pe 5:10).

Mesmo com todas essas promessas, não foi prometido que estaremos livres do sofrimento, não é verdade? Qual cristão não conhece a realidade do sofrimento? Que diferença fundamental deve fazer a fé em meio às tristezas e dor?

Quarta
Ano Bíblico: At 4–6

Exemplos de vitória

Até aqui, temos visto reveladas na Bíblia a esperança e as promessas da vitória que o cristão pode ter. Além disso, também temos registrados exemplos reais de vitórias cristãs sobre as forças do mal. Começamos com o exemplo do ministério dos primeiros discípulos que Jesus enviou.

7. Qual foi a tarefa dada aos discípulos? Qual é a relação entre essa obra e o grande conflito? O que isso diz aos discípulos modernos, chamados a pregar sobre Jesus? Mt 10:1-8; Mc 6:7, 12, 13; Lc 9:1, 2; Lc 10:1-20

É interessante notar que, assim como Jesus enviou os doze discípulos para proclamar o evangelho da vinda do reino de Deus, Ele considerou importante dar a eles poder sobre demônios e espíritos imundos. Isso não é surpreendente, porque a adequada pregação do evangelho envolve necessariamente a exposição de tais poderes. A manifestação desses “poderes” devia ser esperada quando o evangelho fosse proclamado. Por isso, a necessidade de dar aos discípulos poder sobre eles. Certamente, as forças do mal se manifestaram quando os doze pregaram por toda parte; porém, muitos demônios e forças do mal foram expulsos.

Tanto quanto podemos ver pelos registros, Jesus não incumbiu, em termos específicos, os 70 discípulos de expulsar demônios (Lc 10:9). No entanto, esse foi o aspecto da missão que mais parece ter animado os discípulos (Lc 10:17). Com alegria os 70 relataram que, enquanto pregavam o evangelho do reino, os demônios se submetiam a eles. Assim, entenderam que o poder de Jesus, operando por meio deles, havia tornado possível essa vitória sobre o inimigo.

Embora muita coisa possa ser discutida e debatida sobre esses textos e a forma como devem ser compreendidos hoje, o ponto importante é que os cristãos, chamados a proclamar o evangelho ao mundo, precisam do poder de Cristo para realizar essa obra.

Leia Lucas 10:20. Que ponto importante devemos tirar das palavras de Jesus? Como Sua resposta nos mostra o que deve ser importante em nossa vida? Como podemos ter certeza de que mantemos essa ênfase correta?

Quinta
Ano Bíblico: At 7–9

Exemplos de vitória (livro de Atos)

Os exemplos de vitórias sobre as forças demoníacas considerados na lição de ontem aconteceram nos dias em que Jesus estava na Terra. Porém, elas não ficaram restritas a esse período. No livro de Atos, encontramos as vitórias contínuas dos seguidores de Jesus sobre as forças demoníacas.

Evidentemente, isso não deve nos surpreender, pois Jesus prometeu enviar o Espírito Santo para estar com Seus seguidores, quando Ele partisse (por exemplo, João 14:16).

Ao mesmo tempo, também, como bem sabemos, o grande conflito entre Cristo e Satanás, embora resolvido na cruz, ainda deve ser travado até o fim dos tempos. Assim, os seguidores de Cristo, mesmo depois de Sua partida, deviam estar envolvidos no conflito, especialmente quando procurassem cumprir a comissão evangélica.

8. Que exemplos temos de vitórias sobre as forças do mal? Que lição podemos aprender com eles para o nosso contexto de evangelismo e testemunho?


Atos 16:14-18 relata um caso incomum. Quando a jovem escrava mencionou o “Deus Altíssimo”, suas palavras expressaram uma grande verdade. Paulo, porém, não quis aceitar as palavras dela. Ele percebeu o que estava realmente acontecendo. Os poderes sobrenaturais que ela havia manifestado, e que traziam lucro para seus senhores, não eram do Senhor. Quando ela clamou que esses homens eram “servos do Deus Altíssimo”, não estava falando sobre o verdadeiro Deus, mas, provavelmente, acerca de um deus cananeu que também era chamado Elyon (o Altíssimo). Com muita facilidade, por meio do uso de certos termos comuns, o erro poderia ter comprometido grandemente a verdade.

Leia novamente Atos 5:12-16, e a parte impressionante sobre as pessoas esperando “que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles”. Que advertência isso deve trazer aos que trabalham para o Senhor, especialmente quando seu trabalho é considerado “bem-sucedido”?

Sexta
Ano Bíblico: At 10–12

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 662-680: “Não se Turbe o Vosso Coração”; Fé e Obras, p. 93: “Apossando-se da Justiça de Cristo”; Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 310: “Ciência e Revelação”.

“Jesus obteve a vitória por meio da submissão e fé em Deus, e mediante o apóstolo, Ele nos diz: ‘Sujeitai-vos pois a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará a vós’ (Tg 4:7, 8, RC). Não podemos nos salvar do poder do tentador; ele venceu a humanidade, e quando tentamos resistir em nossa própria força, nos tornamos presa de seus ardis; mas ‘torre forte é o nome do Senhor; para ela correrá o justo, e estará em alto retiro’ (Pv 18:10, RC). Satanás treme e foge diante da mais débil alma que se refugia nesse nome poderoso” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 130, 131).

“Há cristãos que pensam e falam demais sobre o poder de Satanás. Pensam em seu adversário, oram a seu respeito, falam nele, e ele avulta mais e mais em sua imaginação. É certo que Satanás é um ser poderoso, mas, graças a Deus, temos um forte Salvador, que expulsou do Céu o maligno. Satanás se regozija quando engrandecemos sua força. Por que não falar em Jesus? Por que não exaltar Seu poder e Seu amor? (Ibid., p. 490, 491).

Perguntas para reflexão

1. Considere alguns dos exemplos desta semana que mostram as vitórias reveladas na Bíblia. Vemos coisas similares acontecendo hoje? Existe algo que podemos fazer para ver mais desses exemplos?

2. O que significa aproximar-se de Deus? Pergunte aos alunos o que significa, como podemos praticar, e o que acontece quando nos aproximamos de Deus.
3. Imagine que você é Pedro, e as pessoas querem apenas se aproximar de sua sombra. Qual seria seu sentimento? Qual seria sua única segurança em uma situação como essa?

Respostas sugestivas: 1. Por Sua morte e ressurreição, Ele conquistou para nós uma herança gloriosa. Jesus venceu o autor da morte, bem como todos os seus poderes, para nos livrar de suas garras; precisamos abrir os olhos para essa esperança. 2. Cristo é o cabeça da igreja, nosso líder; Ele venceu a morte, intercede por nós no Céu e vencerá todos os poderes humanos e sobrenaturais para nos defender. 3. O Espírito intercede por nós, em nossa fraqueza; todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus; o Senhor planejou que fôssemos parecidos com Ele; Deus nos chamou para o perdão, santificação e glorificação; nada nem ninguém poderão impedir nossa vitória ao lado de Cristo. 4. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”; Se Deus nos deu Cristo, por que deixaria de nos dar todas as outras coisas? Se Deus perdoa, quem pode condenar? 5. Ele fugirá de nós; o segredo é se apegar a Deus. 6. Se nos humilharmos e lançarmos sobre o Senhor nossa ansiedade, Ele nos exaltará e cuidará de nós; precisamos ser sóbrios e vigilantes, resistindo ao inimigo com fé firme; quando nos revestimos das armas da luz, as trevas fogem de nós. 7. A tarefa dos discípulos era expulsar demônios, curar doenças, ressuscitar mortos, buscar as ovelhas perdidas de Israel, pregar o evangelho, preparar o caminho de Jesus e orar para que Deus enviasse mais ceifeiros para Sua seara; essa tarefa estava em conflito direto com as forças do mal; essa deve ser a nossa tarefa hoje. 8. At 5:12-16: os apóstolos faziam maravilhas e a igreja crescia; At 3:1-11: a cura do coxo na porta do templo;At 16:14-18: a conversão de Lídia e a libertação da jovem com espírito de adivinhação.



ESCOLA SABATINA


Resumo da lição 6: Vitória sobre as forças do mal









Texto-chave: Romanos 8:37

O aluno deverá...

Conhecer: A base sobre a qual os seguidores de Cristo podem experimentar a vitória sobre o maligno.

Sentir: Que o poder de Cristo está disponível até ao mais débil de Seus seguidores que, pelo arrependimento e pela fé, confiam em Sua proteção e força.

Fazer: Submeter-se a Deus, aproximar-se dEle e permanecer em Sua força, resistindo às ciladas do diabo.

Esboço do aprendizado

I. Conhecer: Certeza da vitória

A. Que exemplos bíblicos demonstram como os seguidores de Cristo têm sido vitoriosos sobre o diabo?

B. Como os cristãos podem se beneficiar das promessas de Deus para obter poder e vitória nos momentos de tentação?

II. Sentir: Esperança perfeita

A. Como Cristo venceu Satanás? De maneira idêntica, como os seguidores de Cristo podem utilizar os mesmos meios para alcançar a vitória?

B. Como os filhos de Deus podem confiar na capacidade de Cristo de oferecer todo o poder de que necessitam para resistir ao maligno? Que esperança e alegria essa certeza oferece?

III. Fazer: Resistir como uma rocha

A. O que os cristãos devem fazer a fim de resistir aos ataques do diabo?

B. Quem deve ser o principal foco de atenção quando os problemas envolvem o filho de Deus?

C. Que promessas de poder e vitória podem ser buscadas diariamente?

Resumo: Pela submissão a Deus e fé no Pai, Cristo alcançou a vitória sobre Satanás. Da mesma forma, quando Seus seguidores buscam o poder de Deus para vencer a tentação pela submissão à vontade de Deus e pela fé em Sua Palavra, até o mais fraco de Seus filhos é vitorioso.

Ciclo do aprendizado

MOTIVAÇÃO

Conceito-chave para o crescimento espiritual: A morte de Cristo na cruz oferece esperança de uma vida reconciliada com Deus e também estende a vitória ao crente sobre as forças do mal.

Só para o professor: O estudo desta semana se detém sobre os principados e potestades do mal em relação às promessas e exemplos bíblicos de vitória. Estes últimos são testemunhas do fato de que, com o poder de Jesus Cristo, a vitória sobre as forças do mal é possível.

Seu objetivo no Passo 1 é incentivar os alunos a pensar mais profundamente sobre as vitórias espirituais que já foram alcançadas em sua vida. Este é um momento para buscar esperança e encorajamento ao recordar a obra de Deus e Suas promessas cumpridas em seu favor.

Para esta seção, você vai precisar de um quadro de giz ou prancheta que seja visível a todos os membros de sua classe. (Alternativamente, se não houver um quadro-negro, registre a atividade de abertura em um pedaço de papel ou simplesmente comente o assunto com a classe.)

Atividade de abertura: Trace uma linha no meio de seu quadro ou prancheta. No alto da coluna da esquerda escreva as palavras "Principados e Potestades" e na coluna da direita escreva a palavra "Vitórias".

Agora, peça que os membros da classe se lembrem de sua vida anterior à conversão ou batismo. Contra que eles estavam lutando, em termos espirituais? Faça uma lista dessas coisas na coluna "Principados e Potestades".

Neste ponto, peça que os membros se lembrem do poder de Deus em sua vida e como esse poder se transformou em vitória. Escreva as respostas na coluna "Vitórias".

Pergunta para consideração:

Como as minhas respostas influenciam minha esperança de vitória sobre as forças do mal hoje?

Compreensão
Só para o professor: Só para o professor: Ninguém sofreu mais do que Jesus. O sofrimento, como parte da vida cristã, é mais bem compreendido no contexto da vida de personagens bíblicos, como Cristo e Paulo, que passaram por perseguição, sofrimento e adversidade, enquanto viviam sua fé.

Desde o Gênesis até o Apocalipse, as Escrituras expõem as consequências do pecado e do ataque aberto ao povo de Deus pelos instrumentos da iniquidade. Mesmo assim, muitas vezes, nos esquecemos e questionamos nossas circunstâncias difíceis e, portanto, precisamos constantemente ser lembrados das promessas das Escrituras de que, em Cristo, é possível viver vitoriosamente em meio ao sofrimento.

O objetivo desta seção é refletir mais profundamente sobre os temas do sofrimento e das dificuldades na vida dos seguidores de Cristo, bem como refletir na esperança e vitória que se tornaram possíveis pela fé.

Leia todas as passagens bíblicas e incentive os membros de sua classe a ler em diferentes versões da Bíblia para melhor compreensão do significado do texto.

Comentário Bíblico

I. Vida e sofrimento de Cristo

No primeiro texto, 1 Pedro 4:12-19, o apóstolo Pedro observa, nos versículos 12 e 13: "Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria" (NVI).

Escrevendo nos tempos apostólicos, Pedro, o discípulo, sabia em primeira mão que a identificação com Jesus haveria naturalmente de resultar em perseguição e sofrimento. Para os irmãos e irmãs em Cristo que, atualmente, vivem em regiões e condições em que ocorrem muito poucas perseguições e provações como resultado de ser seguidores de Cristo, é uma surpresa quando a adversidade e o sofrimento inesperado ocorre em sua vida.

Observe cuidadosamente os esclarecimentos e comentários de Pedro (1Pe 5:8-11.) Sobre o tema do sofrimento, como diz a paráfrase de A Bíblia Viva: "Cuidado, cuidado com os ataques de Satanás, seu grande inimigo. Ele anda em derredor como um leão faminto, que ruge, procurando alguma vítima para rasgar. Fiquem firmes quando ele atacar. Confiem no Senhor e lembrem-se de que outros cristãos de todo o mundo também estão passando por esses sofrimentos" (v. 8, 9).

Portanto, o sofrimento deve ser uma ocorrência esperada na vida dos cristãos, visto que têm um inimigo comum. No entanto, igualmente importante é a promessa de vitória que Pedro partilha com os seguidores de Cristo nos versículos 10 e 11: "O sofrimento não vai durar para sempre. Não na presença de um Deus generoso, que tem grandes planos para nós em Cristo, planos eternos e gloriosos! Ele vai conservá-los unidos e firmes para sempre. Deus tem a última palavra. Sim, Ele a tem" (A Mensagem).

Agora, volte a atenção a 1 Pedro 5:6, 7. Observe que as palavras de Pedro oferecem grande conforto e orientação nos momentos de provas e aflição: "Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que Ele os exalte no tempo devido. Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês" (NVI).

Pense nisto: Peça que os membros de sua classe façam uma paráfrase de 1 Pedro 5:6, 7. O que esse versículo nos diz sobre Deus?

II. Mantendo a eternidade a vista
(Leia com os membros da classe 2 Coríntios 4:7-17.)

O apóstolo Paulo é um exemplo excepcional de sofrimento por Cristo; tendo experimentado várias formas de sofrimento, ele é uma voz de autoridade sobre os assuntos de fé, sofrimento e vitória em Cristo.

Observe cuidadosamente os contrastes que ele faz nos versos 8 e 9. Ele fala de ser pressionado em todos os sentidos, mas não desanimado; intensamente perplexo, mas não desesperado; perseguido, mas não abandonado por Deus; abatido, mas não destruído.

Observe a palavra sempre no versículo 10. Essa palavra dá a evidência de que Paulo sofreu esse tipo de sofrimento como uma experiência diária habitual no curso de sua vida e ministério. Observe, nos versos 10 e 11, como o apóstolo Paulo mantém em vista a vida e a morte de Jesus em relação a sua própria experiência espiritual.

Como Paulo foi capaz de suportar e viver sob tanto sofrimento intenso e constante? Leia novamente os versículos 13 e 14. "Está escrito: ‘Cri, por isso falei’. Com esse mesmo espírito de fé nós também cremos e, por isso, falamos, porque sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus dentre os mortos, também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará com vocês" (NVI).

Paulo tinha olhos da fé que viam a vida de uma ampla perspectiva eterna e não pela perspectiva momentânea de curto prazo. Essa lente espiritual dava a Paulo uma atitude de generosidade, como está expressa no verso 15: "Tudo isso é para o bem de vocês, para que a graça, que está alcançando um número cada vez maior de pessoas, faça que transbordem as ações de graças para a glória de Deus" (NVI).

É nos versos 16-18 que Paulo expõe sua fé em grande abundância e coloca o sofrimento em seu devido lugar. "Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno" (NVI).

Portanto, Paulo testemunha sobre a importância de focar nossa atenção sobre as realidades eternas. Por isso, ele nos mostra como pôr em seu contexto adequado as reais circunstâncias atuais, o sofrimento e as aflições, tendo em conta "uma glória eterna que pesa mais do que todos eles".

Pense nisto: Como Paulo se absteve de desanimar em face de suas contínuas lutas diárias? Como o fato de ter em mente a vida e a morte de Jesus nos ajuda a suportar a aflição em nossa jornada espiritual?

Aplicação
Só para o professor: Este exercício irá proporcionar a oportunidade de trabalhar com os temas do poder adversário, o poder de Deus, sofrimento e vitória. Por favor, reserve tempo suficiente para ler a narrativa das Escrituras e elaborar as respostas.

Você vai precisar de papel e lápis ou caneta para cada membro da classe. Você também vai precisar de um quadro de giz ou prancheta que possam ser vistos pelos membros de sua classe. Faça quatro colunas e escreva os seguintes títulos em cada coluna:

Quem (listar os personagens da história);

O que eles fizeram;

Como eles reagiram verbalmente;

Que implicações você encontra para sua vida em vista do sofrimento e da vitória?
(Alternativamente, se você não tiver as fontes disponíveis, basta dividir a classe em grupos e discutir as respostas às perguntas mencionadas acima).

Atividade: Divida sua classe (idealmente) em grupos de 3-5 pessoas. Já os membros de pequenos grupos devem se revezar na leitura de Atos 5:12-42. Então, devem anotar as respostas às perguntas mencionadas em sua prancheta.

Quando os membros de seu grupo terminarem o trabalho nessa passagem, devem se reunir novamente e partilhar suas respostas.

Criatividade

Só para o professor: É importante analisar e avaliar o que aprendemos ao expressar criativamente as ideias espirituais que tocaram nosso coração e nossa vida. Vale a pena reconhecer de quão grande alcance são os exemplos e palavras das pessoas retratadas nas Escrituras – como continuam a inspirar, estimular e contribuir para nosso crescimento espiritual e nossa fé. Esse entendimento é necessário para viver de forma vitoriosa em Cristo.

Atividade: Organize os membros de sua classe em duplas e peça-lhes que criem e escrevam (se houver material) uma conversa imaginária com Pedro e os outros apóstolos. Peça-lhes que comecem essa conversa com as palavras: "Pedro e os apóstolos, hoje você fortaleceram a minha fé da seguinte forma: ... "


COMENTÁRIO

Lição 6 – Vitória sobre as forças do mal


Carlos T. Timm, Graduando em Teologia 2012,
Otoniel de Lima Ferreira, D. Min. e Everton Cardoso.
Professor de Evangelismo e Crescimento de Igreja.SALT, IAENE

Introdução

Diante das mais diversas situações, podemos ter uma certeza: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Rm 8:35). Paulo afirmou que somos mais que vencedores (8:37), mas vencedores sobre quais dificuldades? A resposta está no verso 35: tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo ou espada. Todas essas circunstâncias podem tentar nos afastar do amor de Cristo. Porém, se O amamos seremos mais que vencedores. É possível enfrentar todas as adversidades da vida, pois “tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp 4:13).

Ellen G. White comenta acerca de um poder disponível ao cristão: “A pregação do evangelho foi confiada a homens falíveis e não aos anjos. É manifesto que o poder que opera através das fraquezas da humanidade é o poder de Deus e somos assim animados a crer que o poder que auxilia os outros, tão fracos como nós, pode ajudar-nos também” (O Desejado de Todas as Nações, p. 297).

O palco para nossa vitória

O desejo de vencer é algo que faz parte do ser humano. Entretanto, somente com a intervenção divina o homem pode ser vencedor. Essa intervenção foi consumada no sacrifício de Cristo. Pela morte e ressurreição de Jesus, o homem foi habilitado a vencer. Em Efésios 1:18-22, Paulo falou sobre os olhos do coração serem iluminados, o que na verdade aponta para seu desejo de que as pessoas conseguissem enxergar a salvação oferecida a cada um deles. Para Paulo, os que creem em Cristo têm o poder de Sua grandeza, tornando-se assim vitoriosos.

Entretanto, essa vitória que vem mediante o poder de Cristo não significa que o homem possa ser salvo por seus méritos. Ao contrário, mesmo com a vitória oferecida por Jesus, necessitamos exclusivamente de Cristo. Ellen G. White diz: “Quem procura alcançar o Céu por suas próprias obras, guardando a lei, tenta uma impossibilidade. O homem não pode ser salvo sem a obediência, mas suas obras não devem provir de si mesmo: Cristo deve operar nele o querer e o efetuar, segundo Sua boa vontade. Se o ser humano pudesse ser salvo por suas obras, ele teria algo em si mesmo, pelo qual se alegrar. O esforço que o homem faz em suas próprias forças para obter a salvação é representado pela oferta de Caim. Tudo que o homem pode fazer sem Cristo é poluído pelo egoísmo e pelo pecado. Mas o que é motivado pela fé é aceitável a Deus. Quando procuramos alcançar o Céu pelos méritos de Cristo, alcançamos progresso. Olhando para Jesus, autor e consumador de nossa fé, podemos prosseguir de força em força, de vitória em vitória, pois por meio de Cristo a graça de Deus operou nossa salvação completa” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 363, 364).

Esperança de vitória

O texto de Romanos 8:29, 30 é utilizado para defender o conceito calvinista de predestinação: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou”. Olhando para esse verso sem analisar outros textos que tratam do mesmo assunto, é possível até certo ponto nos confundirmos. Consideremos alguns pontos que aclaram essa passagem:

Em primeiro lugar, olhemos o verso anterior: “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (Rm 8:28). Paulo estava falando sobre os que foram predestinados, a saber, aqueles que aceitarama Cristo e que agora estão predestinados a serem conforme à Sua imagem. João 3:16 é mais claro ainda ao afirmar que “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Se houvesse predestinação de acordo com o conceito corrente de que já estão determinados os que se perderão (não importando quão bons sejam) e os que se salvarão (não importando sua maneira corrupta de proceder), então Cristo teria morrido somente por aqueles que foram predestinados à salvação, o que não está de acordo com João 3. O evangelista deixou claro que Jesus morreu por todos, e que todos têm a chance de crer e ser salvos.

Ellen G. White diz: “A todos predestinou Deus para serem ‘conformes à imagem de Seu Filho’ (Rm 8:29). Devemos manifestar ao mundo o longânimo amor de Cristo, Sua santidade, mansidão, misericórdia e verdade” (O Desejado de Todas as Nações, p. 827).

Cristo escolheu todos para que fossem salvos, não fazendo distinção de raça, cor, etnia, nação, idade, sexo. Somos todos filhos do Pai celeste. Ao morrer na cruz, Ele estendeu a oportunidade de salvação a todos, pois Seu sacrifício foi por toda a humanidade. “Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o Seu amor para com todos [...] Ele nos salvou [...]” (Tito 3:4).

Cristãos versus Satanás

É interessante o verso de Tiago 4:7: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. Nele encontramos duas ordens e uma consequência. Primeiro: sujeitar-nos a Deus. Sujeitar-se não é algo que gostamos de fazer. O natural do ser humano é querer estar por cima de tudo e de todos. Mas o que pode ser definido como sujeitar-se a Deus? Cristo ofereceu-nos um parâmetro, ao dizer: “Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11:29). Ser submisso implica tomar o jugo, andar com Cristo, fazer Sua vontade, enfim, se colocar diante dEle com todos os seus préstimos.

E não para por aí. Tiago continua dizendo que é preciso resistir ao diabo. Ele não diz que devemos lutar com ele nem brigar. Cristo sabe que não podemos vencer Satanás, mas afirma que devemos resistir, porque Ele luta por nós. Ao nos sujeitarmos a Cristo estamos automaticamente ganhando um protetor, que nos livrará das garras de Satanás. Por isso, o texto afirma que o inimigo fugirá: não do homem comum, mas de um homem que está sujeito a Jesus.

Exemplos de vitória

Um dos grandes exemplos de vitória foi quando Jesus enviou os setenta com a missão de pregar o evangelho. Tão logo os discípulos voltaram, se puseram a contar as maravilhas que tinham realizado, curas, milagres, e que até os demônios se lhes submeteram (Lc 9:2; Mt 10:8; Mc 6:13).

Ellen G. White comenta: “Chamando os doze para junto de Si, Jesus lhes ordenou que fossem dois a dois pelas cidades e aldeias. Nenhum foi mandado sozinho, mas irmão em companhia de irmão, amigo ao lado de amigo. Assim se poderiam auxiliar e animar mutuamente, aconselhando-se entre si e orando um com o outro, a força de um suprindo a fraqueza do outro. De idêntica maneira, Ele enviou posteriormente os setenta. Era o desígnio do Salvador que os mensageiros do evangelho assim se associassem. Teria muito mais êxito a obra evangélica em nossos dias, fosse esse exemplo mais estritamente seguido” (O Desejado de Todas as Nações, p. 350).

De igual forma temos a oportunidade de receber o Espírito Santo e trabalhar por Cristo na proclamação do evangelho, um privilégio para todos os que desejarem ser vitoriosos em Cristo Jesus.

Exemplos de vitória (livro de Atos)

O livro de Atos (5:12-16) relata que muitos sinais e prodígios eram realizados pelos discípulos, todavia é importante ressaltar uma peculiaridade entre eles: a unidade entre todos. O texto bíblico afirma que eles cresciam cada vez mais em número, tanto de homens quanto de mulheres, realizando curas com os doentes que eram levados pelos cristãos da época.

Pedro e João encontraram um aleijado que lhes pediu algo, mas eles o curaram em nome de Jesus (At 3:1-11). Eles não fizeram somente curas. O livro de Atos (16:14-18) relata que Paulo expulsou um demônio de uma mulher em nome de Jesus. Todas essas histórias mostram o poder do Espírito Santo, prometido pelo próprio Jesus aos seus seguidores (Jo 14:16).

“Sob a sábia direção dos apóstolos, que trabalhavam unidos no poder do Espírito Santo, a obra confiada aos mensageiros do evangelho se havia desenvolvido rapidamente. A igreja se ampliava de contínuo, e esse crescimento em membros representava constante aumento de trabalho para os que tinham responsabilidades” (Atos dos Apóstolos, p. 88).

Conclusão

Aprendemos que podemos vencer o mal somente pelos méritos de Cristo. Contudo, para que isso acontecesse foi necessário que Ele deixasse um cenário montado a fim de que a vitória sobre o inimigo fosse possível.

Temos esperança nAquele que é mais que vencedor, pois Jesus Se sacrificou para que pudéssemos obter a vitória. Se nos sujeitarmos a Cristo de modo completo, Ele poderá lutar por nós, o que resultará em vitória! Aqueles que se entregaram ao Salvador tiveram a vida transformada e influenciaram a vida de muitas outras pessoas.



domingo, 28 de outubro de 2012

ES – Lição 5 - Crescendo em Cristo – 4º Trim, 2012





Lição 5 - 27 de outubro a 3 de novembro

Crescendo em Cristo





Sábado à tarde
Ano Bíblico: Lc 21, 22

VERSO PARA MEMORIZAR: “Tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz” (Cl 2:15, NVI).

Leituras da semana: Is 35:10; Mc 10:45; Rm 6:12-23; Ef 6:12; Cl 1:16; Gl 4:1-11; Cl 2:15

Pensamento-chave: A vitória de Cristo sobre a cruz define a extensão da vitória na qual o cristão pode crescer.

O item acrescentado às crenças fundamentais da Igreja, votado na 58ª Assembleia da Associação Geral (em 2005), foi intitulado “Crescimento em Cristo”. Quando a declaração é analisada, os seguintes pontos importantes se tornam evidentes: Jesus derrotou os poderes satânicos e as forças do mal; por meio de Cristo, é possível vencer esses poderes, incluindo suas manifestações passadas na vida de alguém; finalmente, há condições para que essas vitórias se realizem na experiência de uma pessoa.

Esses pontos ocuparão nossa atenção nas três próximas lições. Nesta semana examinaremos a natureza da vitória conquistada por Cristo na cruz. Por Sua vitória, não somente sobre o pecado, mas sobre qualquer outra força que atue contra a humanidade e a criação de Deus, Cristo alcançou salvação para nós.

À medida que procuramos compreender o que Cristo realizou em nosso favor, estaremos mais bem preparados para entender o que podemos alcançar em nossa vida agora. Sua vitória pode ser a nossa vitória, se a reivindicarmos para nós, porque, não importa o que Jesus fez por nós, devemos decidir aceitar isso. A vitória não é dada automaticamente a ninguém.

Domingo
Ano Bíblico: Lc 23, 24

A redenção

O cristianismo é “uma religião de redenção”, na qual as pessoas são salvas da ruína do pecado por meio do que outra Pessoa, neste caso Jesus, fez por elas. Assim, a religião cristã pode ser diferenciada de “uma religião da lei”, em que alguém pode mudar seu destino pelos próprios esforços em “fazer boas obras”. Precisamos dessa redenção porque, segundo a Bíblia, sem Cristo as pessoas são escravas do pecado (Jo 8:34) e estão sob sentença de morte (Rm 6:23). Elas não podem se libertar dessas duas condições. A situação do pecador requer intervenção externa, e essa intervenção tem um preço. Como o Novo Testamento ensina de modo tão claro, esse preço foi a morte de Jesus na cruz.

1. Leia os textos bíblicos e marque “s” para sim ou “n” para não: O que está incluído no conceito de redenção? Is 35:10; Mc 10:45; Gl 4:4, 5; Tt 2:14; Hb 9:12; 1Pe 1:18, 19

A) O nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo. ( )

B) O ministério de Cristo no santuário celestial, com base no Seu sangue. ( )

C) O fato de que Deus escolheu uns para a redenção e outros para a perdição. ( )

D) A nossa adoção como filhos de Deus, perdoados e purificados. ( )

Do ponto de vista do Novo Testamento, a morte redentora de Cristo é sacrifical e substitutiva. Ele tomou nosso lugar, sacrificando-Se em nosso favor, sofrendo a nossa morte para que não tenhamos que enfrentá-la. Embora alguns rejeitem essa ideia porque não gostam da noção do sofrimento de alguém no lugar de outro (especialmente no lugar do culpado), essa é a essência da mensagem evangélica.

“A menos que nossa linguística esteja em falta, quando o Novo Testamento fala de redenção, isso significa que Cristo pagou o preço da nossa redenção. Visto que o preço pago deve ser adequado à compra em questão, isso indica uma equivalência, uma substituição” (Leon Morris, The Apostolic Preaching of the Cross [A Pregação Apostólica da Cruz]; Grand Rapids, Wm. B. Eerdman Publishing Co., 1965, p. 61).

Pense em algumas coisas em sua vida que você acha impossível mudar, questões sobre as quais você é absolutamente impotente para resolver. Da mesma forma, somos absolutamente impotentes para nos salvar. Como essa compreensão nos ajuda a entender melhor o que Cristo fez por nós na cruz? Mais importante ainda, como essa verdade maravilhosa da redenção deve afetar nossa vida?

Segunda
Ano Bíblico: Jo 1–3

Escravos libertados

Quando entendemos a redenção como libertação de uma forma de escravidão que necessitava de ajuda “externa”, concluímos que a humanidade pecadora é dominada por uma força ou influência mais forte do que ela mesma. A questão que precisa ser respondida é: Que poder ou instrumento tem escravizado a humanidade pecadora de maneira violenta?

2. Marque “v” para verdadeiro e “f” para falso: De acordo com Romanos 6:12-23 (especialmente os versos 18, 20 e 22), do que Jesus nos liberta? Em que contexto ocorre a libertação?

A) Liberta das obrigações da lei, no contexto do Antigo Testamento. ( )

B) Liberta as nações da política da escravidão. ( )

C) Liberta do pecado, anulando sua condenação e seu domínio em nossa vida prática. ( )

D) Liberta do excesso de santidade, que pode levar ao orgulho. ( )

Pense no que Paulo disse nos versos acima, e no que ele disse em Romanos 6:1-11. Paulo falou sobre o que acontece no batismo cristão. Ele apresentou algumas coisas que deviam ter morrido com Cristo no batismo. Depois de mencionar essas coisas, Paulo desafiou os cristãos, que se uniram a Cristo, a manifestar o senhorio de Cristo, que os “libertou” do poder do pecado.

O resultado é que, segundo Paulo, não importa quanto a nossa natureza tenha sido corrompida pelo pecado, por meio de Cristo podemos ser livres do seu poder escravizante. Quem não viu a devastação que pode ser causada por esse tipo de escravidão? Quem não viu vidas arruinadas pelo pecado? Quem não lutou contra o poder do pecado em sua vida? Esse é, de longe, o maior inimigo que os seres humanos já enfrentaram.

O que torna essa escravidão tão perversa é que ela não é imposta apenas de fora para dentro, mas também tem sua origem dentro de nós. Como podemos ser libertados de uma escravidão, de um cativeiro, que se origina em nós, na nossa própria natureza?

A resposta, como vimos nos versos acima, vem unicamente do poder de Jesus, que conquistou a vitória para nós e que nos oferece o poder para vencer. Por meio de Cristo, somos não apenas perdoados dos nossos pecados; devemos morrer para eles, e ser libertados deles. Eles não mais devem nos dominar. Essas são promessas maravilhosas, poderosas, que todos os que professam o nome de Cristo devem reclamar para si mesmos.

Qual tem sido sua experiência com o poder escravizador e cruel do pecado? Como você pode aprender a se apegar mais às maravilhosas promessas de libertação oferecidas em Jesus?

Terça
Ano Bíblico: Jo 4–6

Principados e potestades: parte 1

A Bíblia descreve nosso mundo como estando sob o domínio das forças do mal, que procuram nos controlar e destruir. O grande conflito é o resultado da atuação do Senhor contra esses poderes. A grande notícia é que, depois da cruz, a vitória contra eles está assegurada. Embora o conflito continue dramático, a vitória pertence a Deus, e dela podemos compartilhar pela fé.

3. O que a Bíblia diz sobre a realidade do conflito? Que grande esperança e promessas encontramos nela? (Marque “v” para verdadeiro e “f” para falso) 1Jo 3:8; 5:19; Jo 12:31; 16:11; Ef 6:12; Cl 1:16; 2:15; Rm 8:38, 39

A) “Para isto se manifestou o Filho de Deus: para amenizar as obras do diabo.” ( )

B) “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro já não mais está no Maligno.” ( )

C) “A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades.” ( )

D) Nada “poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus.” ( )

No século 21, muitas pessoas mantêm uma cosmovisão científica. Para essas pessoas, um mundo habitado por forças do mal e dominado por poderes demoníacos hostis é predominantemente visto como um resquício de uma era de superstição e ignorância. Em contraste com isso, a Bíblia apresenta, como parte da realidade do mundo, uma organização de forças hostis incluindo principados e potestades demoníacos. A visão bíblica do mundo é grande o suficiente para abranger a cosmovisão natural e também a sobrenatural.

Em Romanos 8:38, por exemplo, a palavra grega traduzida como “principados” é archai, que poderia se referir a governantes civis e também a poderes sobrenaturais que tentam exercer o domínio do mal sobre os homens. Em Efésios 6:12, a expressão literal “príncipes das trevas deste século” (RC) também poderia ser traduzido como “dominadores deste mundo tenebroso” (RA).

“Evidentemente, Paulo está se referindo a espíritos malignos pessoais, que exercem um grau de autoridade sobre o mundo. Compare a expressão ‘príncipe deste mundo’, que descreve Satanás, em João 12:31; 14:30; 16:11. A personalidade do diabo também estava clara para o revelador” (Ap 2:10; 12:10; The SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 6, p. 1.044.

Quarta
Ano Bíblico: Jo 7–9

Principados e potestades: parte 2

Como vimos, a palavra traduzida como “principados” pode se referir a governantes mundiais ou poderes sobrenaturais que tentam exercer controle sobre a vida humana. Outra palavra grega usada em conjunto com o termo “principados” (archai) é a palavra stoicheia, que significa literalmente “elementos”, ou “substâncias ou princípios elementares”. O contexto em que stoicheia é usada revela outros aspectos deste mundo caído, dos quais fomos redimidos pela vitória de Cristo na cruz.

4. Marque um “x” nas respostas certas: Além dos poderes malignos literais, de que outras coisas fomos libertados por Jesus? Cl 2:8, 14, 20; Gl 4:1-11

A) Filosofia ( ); B) Vãs sutilezas ( ); C) Rudimentos do mundo ( ); D) Lei moral, que nos trazia condenação ( ); E) Tradição dos homens ( ).

O Novo Testamento, principalmente o conceito de Paulo sobre os “poderes”, parece ligar seres espirituais a forças ou poderes que governam a vida humana, além de Cristo. Poderiam ser poderes políticos, sociais, tradicionais e até mesmo religiosos. O termo stoicheia, usado em Gálatas 4:3, 9, fala do sistema de paganismo do qual os cristãos da Galácia haviam sido libertados. É usado também em referência a aspectos do antigo sistema legal judaico. Em Colossenses 2:8, 20, refere-­se metaforicamente a princípios filosóficos mundanos.

“Em Isaías 24:21 a expressão ‘os reis da Terra, na Terra’ implica que a expressão ‘no céu, as hostes celestes’ refere-se a Satanás e os anjos maus. Paulo se refere a Satanás como ‘o príncipe da potestade do ar’ (Ef 2:2), e aos invisíveis líderes do mal como ‘dominadores deste mundo tenebroso’ que habitam ‘nas regiões celestes’ (Ef 6:12). Em 1 Coríntios 15:24, 25 Paulo diz que eles serão subjugados por Cristo. Isaías prevê o momento em que os anjos maus e os homens perversos sofrerão punição (leia Mt 25:41;. 2Pe 2:4, 9; Ap 20:10-15; The SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 4, p. 198, 199).

A vida é regida por uma série de poderes, pessoais e impessoais. Sem Cristo, o homem está à mercê desses poderes. As pressões do momento presente, para não mencionar o medo do futuro, bem como as exigências da vida, sociedade, tradição, e da ideologia, todas podem exercer influências que podem separar uma pessoa do Senhor. Mas por intermédio de Cristo, fomos libertados, não apenas dos nossos pecados, mas também da escravidão a esses “poderes”. Precisamos entender a natureza dessa vitória e reivindicá-la como sendo nossa.

Além das realidades sobrenaturais existentes, que outras forças e influências lutam contra você? Você precisa identificá-las e reivindicar as promessas de Jesus para vencê-las.

Quinta
Ano Bíblico: Jo 10, 11

Um assassino revelado

Cristo veio ao mundo com o propósito de destruir as obras do diabo (Hb 2:14). Ele fez isso na cruz. Mas, se Cristo foi vitorioso sobre o diabo, os principados e potestades, por que ainda estamos lutando contra eles?

5. Quais são as três expressões usadas por Paulo para descrever o que aconteceu na cruz? Como podemos entender o significado da cruz? Cl 2:15

Complete a resposta:
__________________________________________________________, “expôs ao desprezo” e __________________________________________________________.


Primeiro, Cristo despojou, ou “desarmou” os “poderes”. A palavra grega é apekduomai, que significa literalmente “tirar as roupas de alguém”. Aqui isso pode significar que os poderes foram despojados de suas armas.

Que armas? “A vida vitoriosa de Cristo, que culminou no Calvário, anunciou a condenação do diabo. O disfarce de Satanás foi arrancado. [...] Por Sua cruz Jesus Cristo despojou dos principados e potestades das trevas tanto seu ‘manto oficial’ quanto sua autoridade como príncipes deste mundo, e sua armadura de força na guerra contra a justiça” (The SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista, v. 7], p. 205).

6. Cristo “publicamente [...] expôs [os poderes] ao desprezo”, “fez deles um espetáculo público”. Como os poderes foram expostos publicamente na cruz? Que imagens deles se tornou evidente? Jo 8:44

Complete:

 Ele foi __________________________________________________________ desde o princípio e jamais se firmou na _________________________________________,
porque nele não há _____________________________________________. 

Quando ele profere ______________________________________________________, fala do que lhe é próprio….

O texto também diz que Cristo “triunfou sobre eles”. A palavra grega é thriambeuo e implica uma celebração. Além de tudo que estivesse incluído nesse triunfo, certamente estava o fato de que ele ajudou a revelar que Satanás é assassino.

Por causa da cruz, chegará o dia em que o domínio desses poderes acabará, quando Cristo “houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder” (1Co 15:24), e o último inimigo a ser destruído será a morte (1Co 15:26). Até lá, temos que resistir, combatendo o combate da fé na força de Deus […]

“Satanás viu que estava desmascarado. [...] Revelara-se um homicida. Derramando o sangue do Filho de Deus, desarraigou-se Satanás das simpatias dos seres celestiais. Daí em diante sua obra ficou restrita. Estavam quebrados os derradeiros laços de simpatia entre Satanás e o mundo celestial …” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 761).

Sexta
Ano Bíblico: Jo 12, 13

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, p. 136: “O Livro dos Livros”; História da Redenção, p. 394, 395: “Espiritismo”;O Grande Conflito, p. 511-517: “Invisíveis Defensores do Homem”.

“Uma batalha invisível a olhos humanos está sendo travada. Está em campo o exército do Senhor, buscando salvar pessoas. Satanás e suas legiões também estão em atividade, buscando por todos os meios possíveis, enganar e destruir. [...] Dia a dia prossegue a batalha. Se nossos olhos se pudessem abrir para ver em operação os instrumentos bons e os maus, não haveria frivolidade, vaidade, gracejos e brincadeiras. Se todos se revestissem de toda a armadura de Deus e combatessem corajosamente as batalhas do Senhor, seriam obtidas vitórias que fariam tremer o reino das trevas” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 41).

“Quando os homens procuram viver em harmonia com Deus, descobrem que o escândalo da cruz ainda não findou. Principados, potestades e espíritos do mal nos lugares celestiais, estão voltados contra todos os que se submetem obedientemente à lei celestial. Por isso, longe de causar tristeza, as perseguições devem trazer alegria aos discípulos de Cristo, porque são uma evidência de que seguem os passos de seu Senhor (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 29, 30).

Perguntas para reflexão

1. Leia Hebreus 2:14, 15. A morte é claramente descrita ali como agente de escravidão. Observe, também, a ênfase em nosso medo da morte. Por que temos tanto medo da morte? Como esse medo nos mantém, como o texto diz, em uma espécie de escravidão?

Como o cristão, livre em Cristo, deve ver a morte?

2. Para algumas pessoas a ideia de forças demoníacas é tola superstição; outros são dominados pelo medo dessas coisas. Como podemos encontrar o equilíbrio entre a compreensão da realidade desses poderes e a noção do que Cristo fez por nós na luta contra eles?

3. Quais são alguns exemplos de como as forças do mal controlam ou influenciam diversos poderes mundanos?

4. Como a concepção do grande conflito nos ajuda a entender a continuidade da existência do mal, mesmo após a vitória de Cristo na cruz?

Respostas sugestivas: 1. Sim para as letras A, B e D. 2. As letras A, B e D são falsas. A libertação ocorre no contexto da vida prática e da consagração do corpo ao Senhor. 3. As letras A e B são falsas. 4. As letras A, B, C e E estão certas. 5. A resposta é: “Despojando os principados e as potestades”; “publicamente os expôs ao desprezo”; “triunfou sobre eles na cruz”. 6. A resposta é: Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio…


ESCOLA SABATINA





Resumo da lição 5 – Crescendo em Cristo


Texto-chave: Colossenses 2:15

O aluno deverá:

Conhecer: A total vitória de Cristo na cruz não só sobre o pecado, mas sobre todo outro poder e tradição que mantém a humanidade em cativeiro.

Sentir: A alegria do triunfo de Cristo sobre todos os poderes do mal no mundo e em sua vida pessoal.

Fazer: Unir-se a Cristo, revestir-se da armadura e, em parceria com Ele, lutar pela salvação das pessoas.

Esboço do aprendizado

I. Conhecer: Vitória completa

A. Que sofismas de Satanás Cristo desmascarou na cruz?

B. Que enganosas, filosofias, tradições e poderes sociais e políticos ainda escravizam os habitantes da Terra, e como a vitória de Cristo oferece a energia necessária para superar essas forças?

II. Sentir: Alegria na vitória

A. Que certeza é possível para aquele que confia no triunfo de Cristo na cruz?

B. Apesar de ainda haver luta para vencer o mal, em que base podemos ter alegria e louvar a Deus pelo resultado dessa guerra cósmica?

III. Fazer: As batalhas do Senhor

A. Como os cristãos podem se unir a Cristo nas lutas finais contra as forças do mal?

B. Por que é importante que Cristo use Seus amigos e discípulos como embaixadores pessoais e soldados no conflito aqui neste mundo?

Resumo: Na cruz, Cristo foi vitorioso sobre o mal e demonstrou que os desafios de Satanás ao governo de Deus estavam fundamentados em mentiras.

Ciclo do aprendizado

Motivação

Conceito-chave para o crescimento espiritual: No grande conflito entre o bem e o mal, a cruz é um símbolo da vitória sobre o pecado. Embora a batalha continue em direção ao seu clímax final, o cristão experimenta crescimento no contexto do conflito, confiando na vitória de Cristo.

Só para o professor: A lição desta semana expõe os diferentes aspectos do que Cristo realizou na cruz. Enquanto Sua vitória foi completa sobre o pecado, o cristão, mediante uma luta diária contra o pecado em seus muitos e abrangentes efeitos, ainda ocupa o campo de batalha.

Nesta seção de abertura é importante começar a examinar a dinâmica dessa batalha e ver como é possível obter a vitória na vida cristã, apesar da guerra contra o pecado.

Discussão de abertura: Existem muitos tipos diferentes de desafios e batalhas. Alguns são aplicáveis ​​apenas à experiência individual. Muitos consideram os hábitos viciantes como uma batalha, utilizam a expressão " batalha", por exemplo, contra o tabagismo. Outras batalhas demandam esforço coletivo, como na realidade da guerra em defesa da pátria e do lar.

Seja a batalha de natureza individual ou coletiva, o objetivo comum é obter a vitória e vencer o desafio sobre o que poderia ser considerado o inimigo.

Olhando para a dinâmica geral da batalha, notamos que sempre há duas forças opostas que lutam pelo domínio, a fim de conquistar o "prêmio". Também devem ser levados em conta um plano ou estratégia de batalha e também os participantes envolvidos na guerra.

Uma parte significativa na elaboração do plano de batalha é um inventário que avalie as armas necessárias para vencer a luta. Essas armas, juntamente com o plano de execução, são fundamentais para a vitória.

Embora a estratégia, o armamento certo de guerra e o desejo de vitória sejam importantes, também existem outros componentes importantes que não podem ser ignorados. As entrevistas com veteranos de guerra vitoriosos indicam que a fé, a persistência o companheirismo com os outros são essenciais para o sucesso de ganhar a batalha.

As Escrituras retratam a batalha espiritual entre Deus e o mal, originada no Céu, entre Lúcifer e Miguel. Algumas semanas atrás, uma das lições afirmou que os primeiros seres humanos criados se submeteram ao poder do mal, e o pecado entrou na história da Terra. Mesmo assim, a Palavra de Deus também revela que entrou em vigor um plano de batalha contra o pecado.

Hoje, vivemos do outro lado da cruz e da vitória de Cristo sobre o mal, o pecado e a morte. É nesse ponto que devemos considerar a importância do armamento espiritual na batalha pela nossa salvação nesse grande conflito entre o bem e o mal. A vitória é possível com as armas da guerra espiritual, que são a fé, a persistência e o companheirismo com Jesus Cristo, o Vitorioso.

Comente: 1. Qual é o verso bíblico na lição desta semana que encoraja o crente em relação à batalha contra o mal? 2. Qual é o significado da vitória de Cristo sobre a cruz, e que implicações isso tem para nossa vida diária?

Compreensão

Só para o professor: O contexto histórico da carta de Paulo aos Romanos revela o sentimento pastoral de Paulo e também sua habilidade para ensinar, quando se esforçava para orientar e instruir os novos conversos em questões que tinham a ver com sua compreensão espiritual da nova vida em Cristo. Essa instrução é especificamente o tema de Romanos 6. Para o Passo 2, leia cada seção desse capítulo, comentando as diferentes ilustrações que Paulo usa ao tratar de como crescer e viver a vida cristã, em vista da vitória de Cristo na cruz.

Comentário Bíblico

I. Batismo, Morte e Vida

(Leia com a classe Romanos 6:1-11.)

Romanos 6 começa com uma forte reação de Paulo à ideia errônea que, aparentemente, alguns da congregação romana primitiva tinham sugerido. Sua conclusão era que, se a graça era estendida a todos, quanto mais alguém pecasse, mais interessante seria pecar, para que essa graça fosse mais abundante. Paulo usa a ilustração do batismo para refutar essa conclusão errônea e também para ilustrar como deve ser essa nova vida em Cristo.

Na igreja primitiva, o batismo era a evidência de uma confissão de fé pessoal e também de haver deixado para trás a vida anterior, sem Cristo.

Paulo usa essa experiência espiritual na vida do novo converso como um meio de discutir mais profundamente a forma de pensar o estilo de vida anterior e posterior à conversão e as implicações que tem essa reflexão para o novo crente em Cristo.

Paulo explica que o batismo é o sepultamento de tudo o que estava relacionado com a vida anterior. A ação do batismo une o crente a Cristo. Assim como Cristo foi ressuscitado "para a glória do Pai", assim também, no batismo, ocorreu o sepultamento do velho homem e, como na ressurreição, existe uma novidade de vida.

O versículo 11 apresenta a nova atitude e a maneira em que é preciso pensar em um novo estilo de vida: "Assim, considerem-se mortos para a sedução e o poder do pecado, mas vivos para o chamado de Deus por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor" (Phillips).

Pense nisto: O que há de errado com a idéia distorcida de que devemos pecar mais, a fim de receber mais graça? Que significa estar morto para o pecado e vivo em Cristo? Como vamos viver essa verdade por meio do batismo?

II. Armas, ferramentas e instrumentos

(Leia com a classe Romanos 6:12-14.)

Peça que diferentes membros de sua classe leiam Romanos 6:12-14 usando diferentes traduções da Bíblia (se houver). Observe as diferentes palavras usadas ​​no versículo 13 para "instrumentos de injustiça" e "instrumentos de justiça". A tradução Living Bible apresenta uma versão muito boa dessa passagem: "Não deixem mais que o pecado controle seu corpo débil; não cedam a seus desejos pecaminosos. Não permitam que qualquer parte de seu corpo se torne ferramenta da maldade, que seja usado para o pecado, mas dê-se completamente a Deus – cada parte de você – pois você está de volta da morte e deseja ser instrumento nas mãos de Deus, para ser usado ​​para Seus bons propósitos. O pecado nunca precisa voltar a ser seu senhor, pois agora você já não está vinculado à lei em que o pecado o escraviza, mas você está livre sob o favor e a misericórdia de Deus" (v 12-14).

Comente: Como a diferença de palavreado entre instrumento, ferramenta, arma ou membro contribui com uma nova ideia sobre a proporção de nossa vida devemos dar a Deus e como deve ela ser vivida?

III. Escravos de Deus

(Leia Romanos 6:15-23 com a classe.)

Paulo usa uma forte e vívida ilustração em seu ensino sobre o que significa viver uma vida nova em Cristo. Em seu contexto histórico, como ocorria em muitas partes do mundo, ser escravo significava que a pessoa não possuía nenhuma parte de sua vida. Toda a atenção era direcionada para o senhor no que se refere a serviço e tempo. Um escravo não tinha direitos, mas era considerado propriedade de serviço para o senhor.

Neste texto, é interessante o versículo 16: "Você pertence ao poder ao qual escolher obedecer; seja o pecado, cuja recompensa é a morte, ou a Deus, cuja obediência significa a recompensa da justiça" (Phillips). Em outras palavras, referindo-se ao batismo, os que optam por seguir Jesus o fazem livremente, escolhendo um novo Mestre e nova relação de escravidão e serviço ao Senhor.

Observe a grande diferença de nível salarial entre servir ao pecado e se tornar escravos da justiça. A versão Living Bible expressa bem essa consideração: "Naqueles dias em que eram escravos do pecado, vocês não se preocupavam muito com a bondade. E qual foi o resultado? Evidentemente, não é bom, já que agora vocês estão envergonhados de pensar nessas coisas que costumavam fazer, pois todas elas terminam em condenação eterna. Mas, agora, vocês estão livres do poder do pecado e são escravos de Deus, e seus benefícios para você incluem santidade e vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor" (vs. 21-23).

Comente: Peça que os alunos definam em suas próprias palavras a diferença entre os salários do serviço ao pecado e o "dom gratuito" do Mestre.

Aplicação

Só para o professor: Divida os membros de sua classe em pequenos grupos (de preferência de 3-5 participantes cada).

Atividade: Peça que seus pequenos grupos tracem para um grupo-alvo um plano de batalha para viver uma nova vida de forma vibrante e crescente em Cristo. Por exemplo, o grupo-alvo poderiam ser adultos jovens, novos membros da igreja, avós, etc.

Certifique-se de que, à luz da lição desta semana, você considere o inimigo também em termos de principados e potestades e destaque o meio de obter a vitória em Cristo.

Reagrupe assim que a primeira parte da atividade tiver sido realizada e, em seguida, peça a um membro de cada grupo que descreva à classe o plano de batalha seu grupo.

Criatividade

Só para o professor: Materiais necessários: papel ou cartões de anotações e canetas ou lápis. Está faltado um membro da Escola Sabatina em sua classe? Peça que os membros de sua classe escrevam palavras de incentivo em um cartão ou papel e imediatamente entreguem pessoalmente ou enviem seus bilhetes a esse membro pelo correio (Como alternativa, ou nos casos em que seja preferível ou mais conveniente fazê-lo, visitem, passem um e-mail ou telefonem a essa pessoa). Pratique ser um "instrumento" da justiça de hoje.



COMENTÁRIOS
Lição 5 – Crescendo em Cristo

Carlos T. Timm, graduando em Teologia e Otoniel de Lima Ferreira, D.Min.
Professor de Evangelismo e Crescimento de Igreja.
SALT, IAENE

Introdução

Desde que nasce, o ser humano tem seu processo de crescimento natural, até alcançar a estatura de um adulto. De igual maneira é a vida do cristão, que precisa estar constantemente crescendo em Cristo. Nesse crescimento encontramos barreiras a ser vencidas. Nesta semana estudaremos o meio pelo qual podemos ser vencedores em Cristo Jesus.

Como crescer? Quem pode nos dar a vitória? Somos poderosos o suficiente para vencer? Temos poder para resistir a Satanás? Todas essas perguntas estão em nossa mente diariamente e, na prática, queremos alcançar a vitória através de nossos próprios méritos. Entretanto, esse poder para vencer e ser vitorioso só vem de um lugar, ou melhor, de uma Pessoa: o Salvador, Jesus Cristo.

Em Colossenses 2:15, Paulo mostra que Cristo despojou os principados e potestades triunfando sobre eles na cruz. É por essa vitória, e pelo poder que vem de Jesus, que nós hoje temos condição de vencer as tentações de Satanás. Sobre esse ponto, Ellen White comentou: “Satanás não pode vencer aquele cujo coração deste modo se firma em Deus” (Caminho a Cristo, p. 99).

A redenção

A redenção é algo de que todos necessitam e Paulo afirma que ela ocorre somente de uma forma: “sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3:24). Tal processo (a redenção) opera um trabalho específico em nossa vida, conforme Efésios 1:7: “no qual temos a redenção, pelo Seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da Sua graça”. Paulo deixa bem claro o significado real da redenção para ele: algo “no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Cl 1:14). Então, notamos que a redenção é a remissão dos nossos pecados e que, por sua vez, Cristo é quem tem poder para nos dar a vitória sobre Satanás, sendo Ele mesmo o portador da eterna redenção, “não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo Seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção” (Hb 9:12). Ellen White tratou desse assunto de modo muito claro: “Nada há na fé que a faça nossa salvadora. A fé não pode remover a culpa. Cristo é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. A justificação vem mediante os méritos de Jesus Cristo. Ele pagou o preço para a redenção dos pecadores. Contudo, é somente pela fé em Seu sangue que Jesus pode justificar o cristão” (SDA Bible Commentary, v. 6, p. 1071).

Escravos libertados

Para o apóstolo Paulo, o “salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6:23). Devemos compreender que, sem o sacrifício de Cristo não teríamos como ser salvos. Pelo sangue derramado na cruz podemos alcançar salvação mediante nosso Salvador, sendo a redenção, um ato de Deus, não somente de salvação, mas também de libertação. Observe a seguinte declaração: “Bem poucos têm uma compreensão do nefando caráter do pecado e se acham inteirados da enormidade da ruína que resultou da transgressão da lei de Deus. Ao examinar o maravilhoso plano da redenção para restaurar o pecador à imagem moral de Deus, vemos que o único meio para a libertação do homem foi provido pela abnegação e a incomparável condescendência e amor do Filho de Deus” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 135). Dessa forma, fica claro que um dos objetivos da redenção é nos libertar das garras do pecado, das tentações do inimigo, enfim, livrar-nos do lamaçal do pecado.

Principados e potestades: parte 1

Chegamos agora ao ponto que é mencionado em nosso Verso para Memorizar: “Despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Cl 2:15). Nesse texto, Paulo declarou que as hostes do mal foram todas publicamente expostas ao desprezo. A fim de que esse ato de vitória de Cristo fosse realizado publicamente, a cruz se tornou o melhor lugar, pois nela “Ele foi oprimido e humilhado” (Is 53:7).

O próprio Cristo, falando a respeito de Seu poder sobre o inimigo, disse: “Sobrevindo, porém, um mais valente do que ele, vence-o, tira-lhe a armadura em que confiava e lhe divide os despojos” (Lc 11:22). Em outro momento é dito ainda: “Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso” (Jo 12:31). Antes mesmo de Seu sacrifício na cruz, Cristo declarou que “o príncipe deste mundo já está julgado” (Jo 12:31). Sim, o príncipe deste mundo já foi julgado e condenado ao fogo eterno. Porém, todos aqueles que aceitarem a Cristo como seu Salvador pessoal poderão receber a vitória sobre as hostes do mal.

Principados e potestades: parte 2

Conforme visto anteriormente, estávamos presos às ciladas do inimigo, mas Jesus nos livrou de todos os principados e potestades deste mundo. Durante algum tempo se imaginou que principados e potestades fossem somente Satanás e seus anjos. Mas podemos também aplicar esses termos aos governantes. Para Paulo era muito clara a noção de que esses poderes se enquadravam nos modelos políticos e religiosos. Entretanto, ele quis deixar a ideia de que as pessoas também podem ser usadas pelo príncipe das trevas.

Em Colossenses 2:8, 20, o apóstolo fez referência a homens que tentariam desviar os cristãos do caminho do Senhor, problema esse que não era novo. Moisés advertiu o povo de Israel: “Guarda-te, para que não esqueças o Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão” (Dt 6:12). Em sua natureza pecaminosa, parece ser natural ao homem o querer se desviar dos caminhos de Deus.

Jesus fez a mesma advertência quando esteve na Terra: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7:15). Não somente nos dias de Cristo encontramos falsos profetas, mas atualmente tem se tornado comum ouvir pessoas afirmarem ser o próprio Cristo ou ficarem “profetizando” pelo mundo afora.

Ellen G. White confirma que “Paulo e Barnabé enfrentaram com prontidão essas falsas doutrinas e se opuseram à introdução do assunto aos gentios” (Atos dos Apóstolos, p. 189). Dessa forma, compreendemos quão importante é ter cuidado com o inimigo e suas hostes, mas também com pessoas que nos levem a desviar-nos dos caminhos do nosso Salvador. No mundo atual há vários falsos profetas pregando um evangelho que não está de acordo com aquele ensinado por Jesus.

Um assassino revelado

Com Seu sacrifício, Cristo destruiu todas as obras do diabo. A carta aos Hebreus afirma: “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também Ele, igualmente, participou, para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo” (Hb 2:14). Mas se o pecado foi vencido de uma vez por todas, porque ainda lutamos contra satanás? Em Sua oração sacerdotal, Jesus disse ao Pai: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal” (Jo 17:15). Ainda vivemos neste mundo corrompido, que só será purificado por ocasião da vinda de Cristo e após o milênio, momento em que todo vestígio de pecado será erradicado, com Satanás, seus anjos e os ímpios sendo consumidos pelo fogo.

“A vitória alcançada quando [Cristo] morreu no Calvário, derrotou para sempre o poder acusador de Satanás sobre o Universo e silenciaram suas afirmações de que a abnegação era impossível a Deus, portanto não necessária à família humana” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 341).

Conclusão

Crescer em Cristo é uma difícil tarefa, mas deve ser diariamente colocada como alvo a ser alcançado. Devemos buscar diariamente a Cristo que é fonte da nossa salvação, redenção e santificação.

No meio do processo da comunhão com Cristo está o inimigo lutando para nos derrubar. Contudo, se olharmos fixamente para o Salvador e permanecermos sujeitos a Ele, seguramente seremos salvos das garras do mal. “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4:7).

“Como o plano da redenção começa e finda com um dom, assim deve ele ser levado adiante. O mesmo espírito de sacrifício que nos comprou a salvação habitará no coração de todos quantos se tornarem participantes do dom celestial” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 327).

Que esta semana tenha sido de grande proveito para sua vida! Deixe Cristo reinar em você, sujeite-se a Ele, pois seguramente Ele o livrará de todo mal. Que Deus derrame bênçãos sobre sua vida e que juntos possamos crescer em Cristo Jesus!